Desde o início de 2010 já faliram em Portugal mais de 1800 empresas, ou seja, uma média de 11 insolvências por dia.
O Porto é o distrito onde o problema é mais grave, apesar das falências terem diminuído quase 9% em relação ao ano passado, continua na frente da lista. De Janeiro até ontem 419 empresas fecharam as portas.
Quadruplicaram as penhoras por dívidas à Segurança Social
A penhora de reembolsos de impostos, bens e contas bancárias dos contribuintes com dívidas à Segurança Social quadruplicou no primeiro trimestre de 2010. O Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social ordenou a realização de 24.103 penhoras automáticas - contra as 6324 realizadas no mesmo período de 2009 -, no valor de 414,4 milhões de euros. A penhora dos reembolsos de IRS, uma inovação face ao ano passado, foi o principal aliado daquele organismo para obrigar os gestores de empresas e os trabalhadores independentes a pagar as contribuições em atraso.
Mais de 1.500 desempregados pedem ajuda para pagar a casa
A moratória dada pelo Estado tem as verbas quase esgotadas.
A moratória do Estado para ajudar os desempregados a pagar o empréstimo à habitação está quase esgotada. De acordo com os dados da Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças (DGTF), já foram utilizados cerca de 105 milhões de euros, de um total de 150 milhões que estavam reservados para financiar a medida. E se os pedidos que estão ainda em análise tiverem luz verde, o valor utilizado sobe para cerca de 135 milhões de euros.
Em Maio do ano passado o Governo abriu uma linha de crédito no valor de 150 milhões de euros para facilitar o pagamento das prestações da casa aos desempregados. A medida permite que quem esteja sem trabalho e registado no centro de emprego há pelo menos três meses, adie o pagamento de metade da prestação da casa durante um período máximo de dois anos.
Inicialmente, o prazo para aderir ao apoio terminava a 31 de Dezembro de 2009, mas em Março deste ano o Executivo alargou a medida até ao final de 2010. O objectivo foi permitir que mais desempregados pudessem beneficiar da moratória, tendo em conta a forte degradação do mercado de trabalho.
Malparado das famílias sobe 58 milhões de euros em Fevereiro
O crédito das famílias considerado de cobrança duvidosa aumentou 58 milhões de euros de Janeiro para Fevereiro, com o maior aumento a verificar-se nos empréstimos pedidos para outras finalidades que não habitação e consumo, indicou hoje, quinta-feira, o Banco de Portugal.
Os números hoje, quinta-feira, divulgados mostram um aumento total no malparado das famílias de 58 milhões de euros (segundo mês consecutivo a subir), sendo que mais de metade deste aumento está ligado aos créditos pedidos para 'outros fins', cujo malparado aumentou 31 milhões de euros, quando o crédito concedido subiu apenas 9 milhões de euros.
Malparado nas empresas sobe mais que os empréstimos concedidos
O crédito malparado das empresas aumentou 128 milhões de euros de Janeiro para Fevereiro, mais que a subida registada no total emprestado, de 38 milhões de euros, indicou hoje, quinta-feira, o Banco de Portugal.
Crise: 18 mil micro empresas encerradas desde Janeiro
Depois de lhes penhorarem os bens e sem direito a subsídios, muitos empresários procuram salvação na Igreja.
Cerca de 18 mil micro empresas encerraram desde Janeiro, deixando no desemprego trabalhadores e donos do negócio. Depois de lhes penhorarem os bens e sem direito a subsídios, muitos empresários procuram salvação nas paróquias.
De acordo com o presidente da Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas (ANPME), Fernando Augusto Morais, "há micro empresários a falir todos os dias".
4200 empresas com contas penhoradas
A Segurança Social penhorou nos últimos dias contas bancárias e outros bens de 4200 empresas, de 700 gestores de empresas e de 2100 trabalhadores independentes, num total de sete mil contribuintes, que devem 123 milhões de euros.
A Segurança Social avançou no último fim-de-semana com uma primeira fase de notificação de penhoras sobre empresas e particulares que não pagaram as contribuições ou retiveram indevidamente a parte da Taxa Social Única suportada pelo trabalhador. Mas o objectivo desta iniciativa não é tanto executar a penhora, mas antes conseguir chegar a acordo com os devedores em causa para pagamento prestacional da dívida.
Lista de devedores engrossada com um milhar de gerentes de empresas
As Finanças actualizaram hoje a lista negra de devedores ao fisco. Acrescentaram-lhe 1.894 nomes, mais de metade dos quais (1.126) são administradores e gerentes de empresas que foram legalmente responsabilizados pelas respectivas dívidas.
Num comunicado enviado às redacções, o gabinete de Teixeira dos Santos escreve que a Direcção-geral de Contribuições e Impostos (DGCI) tem vindo a intensificar o chamamento destes administradores e gerentes ao pagamento das dívidas dado que, em última análise, são eles que determinam o comportamento e a vontade das empresas de regularizar as contas com o fisco.
O valor das dívidas recuperadas pela Administração Fiscal, na sequência da publicitação dos nomes de quem está em falta, ultrapassou mil milhões de euros, sendo que, em 2009, o valor pago por esses devedores atingiu 318 milhões de euros , acrescenta o comunicado.