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Mais de mil empresas em falência

Processos crescem 8,5% em termos homólogos e atingem, sobretudo, os sectores do comércio e da construção. São já mais de mil as insolvências registadas em território nacional até ao final do primeiro trimestre. De acordo com os dados do Instituto Informador Comercial, desde o início do ano houve 1066 empresas a recorrer a processos de insolvência, o que corresponde a um aumento de 8,55% face a igual período de 2009. Comparativamente a 2008, o acréscimo é de 52,25%. Comércio e construção são os sectores mais afectados, enquanto, que em termos geográficos, os distritos com mais casos são Porto, Lisboa e Braga. Com 267 empresas inscritas, o comércio por grosso e a retalho lidera a lista dos sectores de actividade com maior número de processos de insolvência. E se é verdade que o comércio por grosso regista uma quebra de 4% face ao ano anterior (144 empresas contra 150 em 2009), já o comércio a retalho sofre um agravamento de 25,51%, passando de 98 para 123 empresas em dificuldades. Números preocupantes, admite o presidente da União das Associações do Comércio e Serviços.
Segurança Social penhora sete mil contas bancárias

Governo avança com as primeiras medidas do ano contra os contribuintes faltosos. Até ao fim do ano deverão ser lançadas 60 mil penhoras. A Segurança Social avançou neste fim-de-semana com a primeira grande acção de penhoras bancárias do ano. A iniciativa recaiu sobre sete mil contribuintes faltosos - no conjunto do ano, o Governo espera avançar com penhoras de vários tipos sobre 60 mil devedores - e enquadra um montante global de dívida de 123 milhões de euros.
Crédito de 750 milhões para PME

Devedores ao Estado podem agora candidatar-se, utilizando 30% do empréstimo para as regularizar O Governo anunciou ontem o lançamento de mais uma linha de crédito para as empresas com uma dotação inicial de 750 milhões de euros, mas que poderá, até ao final do ano, atingir os dois mil milhões, disse o ministro da Economia, Vieira da Silva. A grande novidade desta quinta linha PME Investe V, que terá 250 milhões destinados exclusivamente às micro e pequenas empresas, é que permite a candidatura de quem tem dívidas ao Estado.
Água, luz e telefone: meio milhão de dívidas por pagar

Número de particulares e empresas em falta não pára de crescer. Novo balcão ajudou a resolver maioria dos casos de 2009 sem necessidade de recorrer aos tribunais.
Crédito malparado volta a aumentar em Janeiro

O primeiro mês do ano marcou o regresso do aumento do crédito malparado, depois de em Dezembro se ter verificado uma descida do incumprimento. Esta tendência foi generalizada: empresas e famílias demonstram maiores dificuldades em cumprir com os pagamentos dos empréstimos que têm a decorrer. De acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o peso do crédito malparado nas famílias aumentou de 2,65%, em Dezembro, para 2,74% em Janeiro.
Falências deixam milhões de euros de dívidas a trabalhadores

As empresas da região que pediram a insolvência nos últimos anos deixaram milhões de euros de dívidas aos trabalhadores. O caso mais gritante é o da Metanova em Tramagal (Abrantes), cujo processo se arrasta há cerca de 25 anos. Segundo a União dos Sindicatos do Distrito de Santarém (USS), a empresa ficou a dever mais de um milhão de euros aos funcionários. Depois de um longo e complicado processo os cerca de 400 trabalhadores não foram considerados credores prioritários e até agora ainda só receberam uma pequena percentagem. A União dos Sindicatos está a fazer um levantamento das dívidas aos trabalhadores e, segundo o dirigente Valdemar Henriques, de um conjunto de dez empresas sem recuperação possível os trabalhadores ficaram credores de um total de cerca de 12,5 milhões de euros.
Malparado volta a crescer nas famílias e empresas

Incumprimento é mais grave nas empresas, onde subiu quase 300 milhões num mês O crédito malparado das famílias e empresas voltou a aumentar em Janeiro, depois da redução registada no último mês de 2009. Nas empresas, os montantes de cobrança duvidosa aproximaram-se de novo dos cinco mil milhões de euros, mais concretamente 4,8 mil milhões, um crescimento homólogo absoluto de 77,1%. Entre os particulares, as dívidas de crédito em incumprimento já somam 3,7 mil milhões de euros, mais 26,2% que em Janeiro de 2009, de acordo com os primeiros dados do boletim estatístico de Janeiro de 2010 do Banco de Portugal, ontem disponibilizados online. Os níveis de malparado voltam a aumentar, na medida em que a concessão de novos empréstimos estão em queda, com a única excepção no crédito à habitação (ver texto em baixo). Assim, o peso do incumprimento no saldo total de empréstimos a particulares sofreu um agravamento de 22,7% em Janeiro, passando de um rácio de 2,2% no crédito total concedido no primeiro mês do ano passado para 2,7% em igual mês de 2010. Os empréstimos destinados ao consumo continuam a ser os campeões do incumprimento. Em termos absolutos, as dívidas de crédito em atraso referentes ao financiamento de automóveis, electro- domésticos ou férias cresceram 35% de Janeiro, face a igual período do ano passado. O aumento do seu peso no saldo total para esta finalidade apresenta uma evolução muito idêntica, ou seja, mais 31,3%, representando no primeiro mês deste ano 6,7% do total concedido para financiar o consumo. Perante dificuldades acrescidas, são estes os primeiros créditos a deixarem de ser pagos. Na habitação, a cobrança duvidosa aumentou 17% em termos absolutos, atingindo os 1,9 mil milhões de euros, com o rácio de incumprimento no total atribuído para este fim a crescer 13,3%. A evolução da carteira total de crédito a particulares apresenta um crescimento muito reduzido. Quer porque os portugueses estão com receio de se endividar quer porque os bancos estão a apertar o acesso ao crédito, o certo é que a evolução do saldo total do crédito nas mãos de particulares cresceu apenas 4,2%, ascendendo a 138,2 mil milhões de euros. Só no crédito à habitação se registou um aumento homólogo maior, de 5,3%, para 110,2 mil milhões de euros. Os empréstimos ao consumo estão praticamente estagnados, com o saldo total a crescer 1,7%, para 15,6 mil milhões de euros, de Janeiro a Janeiro.
Construção: Sindicato diz estarem em risco 100 mil empregos

O Sindicato da Construção de Portugal alertou hoje estarem em risco 100 mil empregos na construção residencial, devido ao encerramento de numerosas pequenas e médias empresas do sector, e defendeu a aposta «urgente» na reabilitação urbana para o evitar.
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