PME preocupadas com novo ciclo de encerramentos
É a reacção ao anúncio de que o Governo se prepara para notificar mais de 40 mil empresas para o pagamento de dívidas à Segurança Social.
De acordo com o “Jornal de Negócios”, que cita o secretário de Estado Pedro Marques, as dívidas ascendem a um total de 500 milhões de euros e as empresas começam a ser notificadas já em Março. De acordo com a notícia, os empresários poderão contar com medidas excepcionais previstas no Orçamento de Estado.
O presidente das PME Portugal apela a uma análise cuidada à situação das empresas em tempo de crise. Caso contrário, diz José Alves da Silva, não vai ser possível garantir emprego, pois muitas unidades terão de encerrar.
Augusto Morais, da Associação de Pequenas e Médias Empresas, lamenta que, do seu ponto de vista, o Governo esteja a tentar reduzir o défice à custa do tecido empresarial.
Mais de 2.500 empresas alemãs com prejuízo em Novembro
Um total de 2.539 empresas alemãs declararam prejuízos em Novembro de 2009, o que representou um crescimento de 6,9% face a igual mês do ano anterior, anuncia o Gabinete Federal de Estatísticas alemão(DESTATIS).
As declarações de insolvência de pessoas singulares detentoras de empresas atingiram os 8.882 casos, mais 12,4% que no mesmo mês do ano anterior, segundo os dados.
As dívidas pendentes estão calculadas em 3 mil milhões de euros, refere ainda o instituto de estatística.
As empresas que registaram prejuízos entre Janeiro e Novembro de 2009 ascenderam a 30.104 unidades, o que significou um aumento de 11,3% comparativamente ao mesmo período de 2008, enquanto as declarações de insolvência subiram 2,7%, para 92.446.
Governo cria linha de crédito para empresas com dívidas
O Governo vai lançar uma linha de crédito para empresas economicamente viáveis que tenham dívidas à Segurança Social e ao Fisco e cuja regularização possa ser garantida, anunciou o ministro da Economia, Vieira da Silva, durante o debate do Orçamento do Estado no Parlamento.
A linha PME Invest V terá um montante inicial de 750 milhões de euros, acrescentou o governante.
Construção: Sector perdeu 119 mil postos de trabalho desde 2002 - Federação da Construção
O sector da construção perdeu 119 mil postos de trabalho desde 2002 e este ano o desemprego pode atingir 96 mil trabalhadores, segundo dados apresentados hoje pela Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).
O sector da construção "perdeu 119 mil trabalhadores desde 2002, empregando atualmente 530 mil pessoas", disse o presidente da Associação da Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Reis Campos, uma das associadas da Federação da Construção.
"Em 2009, a construção perdeu 56 mil postos de trabalho", afirmou o presidente da FEPICOP, Ricardo Pedrosa Gomes, avançando que se a tendência de quebra na atividade não se inverter, este ano "o desemprego no sector pode atingir 96 mil pessoas".
Em 2009 extinguiram-se 48 529 firmas, mas só 11 159 encerraram por acção dos seus donos
Em 2009 extinguiram-se 48 529 firmas, mas só 11 159 encerraram por acção dos seus donos
O Instituto dos Registos e Notariado liquidou por via administrativa 37 370 empresas no ano passado e só 11 159 foram extintas pelos donos. A crise económica só explicará, portanto, este último número. Um total de 30 569 empresas foram criadas em 2009.
Ao abrigo de uma medida inscrita no Programa SIMPLEX que tem em vista o conhecimento real do tecido empresarial português, o Instituto dos Registos e Notariado procedeu nos dois últimos anos ao encerramento administrativo de 61 370 empresas: 24 000 em 2008 e 37 370 no ano passado.
Um dos aspectos a ter em conta nestes números fornecidos pelo Ministério da Justiça prende-se com a responsabilidade exclusiva que normalmente é atribuída à crise económica quando se abordam as estatísticas sobre encerramento de empresas.
É mais fácil pagar dívidas à Segurança Social do que ao Fisco
O Estado tem dois pesos e duas medidas com os contribuintes que têm impostos em falta e querem começar a pagá-los em prestações. Quem dever dinheiro ao Fisco enfrenta um regime austero, com prazos de regularização curtos e onde são impostos valores mínimos a pagar por cada prestação.
Dívidas ao Fisco pagam juros de mora de 8%
A Direcção-Geral do Tesouro e Finanças vai manter durante o primeiro semestre de 2010 a taxa de juros de mora em 8%. A informação foi hoje publicada em Diário da República.
A taxa supletiva de juros moratórios relativamente a créditos de que sejam titulares empresas comerciais, singulares ou colectivas será de 8%, escreve o Tesouro.
Há um ano, a taxa era de 9,5%, valor que foi revisto em baia para 8% na segunda metade de 2009.
Cobranças de dívidas são feitas à margem da lei
Número de queixas apresentadas é proporcional ao aumento de empresas no mercado
Ameaças, mentiras, pressões e insultos são expedientes utilizados por algumas empresas de cobrança de dívida junto de consumidores que deixaram de pagar os créditos. Associação do sector reclama regulamentação.
O vazio legal abre espaço à desregulamentação e a "pára-quedistas" que dão mau nome ao sector. A denúncia é da Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Recuperação de Créditos (APERC), entidade que nos últimos anos tem tentado colmatar a falta de regulamentação. "Há empresas que não são nossas associadas não por não quererem, mas porque nós não as queremos cá", explicou António Gaspar, da ARPEC.