O prazo médio de pagamento das autarquias às empresas de construção civil situa-se nos 6,5 meses, ou seja, 194 dias, e o montante em dívida ascende a 750 milhões de euros.
Estes são os dados do Inquérito de Outono de 2009 da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), que mostram uma redução de 49 dias no prazo de pagamento das autarquias face ao máximo histórico de 8,1 meses apurado no período homólogo de 2008 e uma redução de 27 dias face aos 7,4 meses apurados no Inquérito da Primavera 2009.
Há mais empresas a falir do que a nascer
O número de empresas a falir disparou em 2009 face ao cenário de crise económica que se vive, com o número de declarações de insolvência em Portugal por parte dos tribunais a aumentar 49% face ao ano passado. Já o número de empresas a nascer apresentou um decréscimo de 15%, segundo os dados revelado pela Coface.
Ao todo, foi decretada a insolvência de 1.251 empresas, mais 410 do que no ano anterior, o que representa um aumento de 49 por cento. Já no mesmo período, foram criadas 30.412 novas empresas, menos 4.562 do que em 2008.
De mil euros de salário 900 são para pagar dívidas
Deco recebeu 2812 pedidos de ajuda no ano passado. Para muitos, o salário não chega nem para as prestações
Quando um sobreendividado chega à Deco, já pouco dinheiro sobra para comer. Por norma, a taxa de esforço ronda os 90%: se ganhar mil euros, pagará dívidas no valor de 900 euros. E quando chega à Defesa do Consumidor já tem mensalidades em atraso.
Vão sendo comuns histórias como a da reformada que foi acumulando empréstimos pequenos. A reforma de 1500 euros permitia-lhe algum desafogo, mas um dia constatou nem poder pagá-los, nem sequer conseguir novos créditos para saldar os mais antigos. Fez as contas, viu que os muitos e pequenos empréstimos somavam 2000 euros em prestações - mais do que o valor da reforma. Ou de outra pessoa, de 71 anos, que fez muitos pequenos créditos, de cinco ou dez mil cada e, quando se apercebeu, já devia 150 mil euros.
Créditos sobre Estado vão ser abatidos nas dívidas ao Fisco
Compensação terá de ser pedida pelo contribuinte e incide sobre dívidas já em execução
As empresas vão poder trocar dívidas ao Fisco quando são credoras do Estado. A medida integra o OE, que hoje, terça-feira, é entregue na AR, e visa contribuir para o reforço da tesouraria das empresas. O rendimento dos deficientes sujeito a IRS vai manter-se nos 90% em 2010.
Maior empresa de perfumes portuguesa pede insolvência
A Polimaia, a maior empresa portuguesa de higiene e beleza, confirmou hoje que “foi forçada” a apresentar um pedido de insolvência em tribunal, devido ao arresto de bens solicitado pelo Banco Efisa, instituição do grupo BPN.
“Tal apresentação à insolvência deve-se primordialmente ao facto de esta sociedade ter sido alvo de um arresto aos seus bens (…) instaurada pela accionista ‘Fundo de Capital de Risco Banco Efisa – Dinamização e Competitividade’”, refere um comunicado da Polimaia, enviado para a CMVM, cnfirmando uma notícia avançada pelo Negócios na segunda-feira.
A instituição do BPN, de acordo com o comunicado, exige o reembolso dos suprimentos no valor de 943 mil euros e um pedido de indemnização de 1,52 milhões de euros.
Banca: Incumprimento das famílias voltou a aumentar em Novembro - BdP
Lisboa, 21 Jan (Lusa) - O valor do incumprimento no crédito concedido aos particulares aumentou 50 milhões de euros de Outubro para Novembro, representando 2,8 por cento do total emprestado às famílias, indicou hoje o Banco de Portugal.
No Boletim Estatístico hoje publicado, os dados do banco central apontam que o valor concedido em empréstimos aos particulares se situava nos 136.554 milhões de euros em Novembro, mais 506 milhões do que em Outubro (0,37 por cento)
Face a igual mês de 2008, o valor emprestado pelos bancos aos particulares aumentou em 3.724 milhões de euros, mais 2,72 por cento.
O crédito considerado de cobrança duvidosa (malparado) aumentou de 3.777 milhões de euros em Outubro para 3.827 milhões de euros em Novembro (mais 50 milhões), o que representa um aumento de 1,3 por cento.
Em comparação com o mês de Novembro de 2008, o malparado nos empréstimos aos particulares aumentou 791 milhões de euros, de 3.036 milhões de euros para 3.827 milhões de euros, uma subida de 20,6 por cento.
Falências em Portugal disparam 50%
número de declarações de insolvência em Portugal por parte dos tribunais aumentou 49% no ano passado, um crescimento que reflecte o impacto da crise económica. De acordo com a Coface, o número insolvências solicitadas cresceu 50%, enquanto a constituição de novas empresas baixou 15%.
De acordo com o relatório divulgado esta tarde pela Coface, no decorrer do ano 2009, na continuidade de 2008/2007,verificou-se um aumento substancial das declarações de insolvência pelo tribunal de cerca de 49%, atingindo um total de 1251.
Já as acções de apresentação à insolvência pela própria empresa, “para tentarem obter um Plano de Insolvência ou para os accionistas limitarem as suas responsabilidades”, ascenderam 1467, registando uma forte subida de 50%, ainda assim inferior à verificada em 2008, quando cresceram 64%.
O total de acções/decisões de insolvência em Portugal aumentou 36,2%, passando de 3.267 acções publicadas em 2008 para 4.450 acções publicadas em 2009.
“A análise mensal evidencia uma diminuição das Constituições ao longo de 2009, a aceleração das Declarações de Insolvência a partir de Junho de 2008 e das acções de insolvência apresentada e requerida a partir do segundo semestre de 2009”, refere o relatório da Coface.
Por outro lado, no que diz respeito a constituição de novas empresas, houve um decréscimo de 15%.
Dados que mostram o impacto da crise em Portugal, que levou ao fecho de um maior número de empresas e à queda no ritmo de criação de novas empresas.
Fechou mais uma fábrica de confecções em Oliveira do Hospital
Em Oliveira do Hospital o ano começa como terminou, com mais uma fábrica de confecções a suspender a laboração. Trata-se da NVA, uma pequena empresa situada na zona industrial da cidade, actualmente com cerca de 30 trabalhadores ao serviço. De acordo com informações veiculadas ontem pelo Sindicato dos Trabalhadores Têxteis do Centro, os colaboradores da empresa, a maioria mulheres, terão sido forçados a suspender os respectivos contratos de trabalho e a recorrer ao subsídio de desemprego, uma vez que «não viram outra alternativa» face aos atrasos verificados nos pagamentos dos salários.