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Crédito malparado dos particulares não pára de aumentar

Os portugueses têm vindo a sentir dificuldades crescentes em pagar as suas dívidas, tendo o crédito malparado estado a aumentar sem parar desde Janeiro, revela o Banco de Portugal. O Boletim Estatístico de Outubro, hoje divulgado, adianta que os empréstimos que os portugueses não conseguem pagar atingiu em Agosto o valor recorde de 3,75 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 25% em relação aos montantes observados no início do ano. Apesar de tudo, os bancos nacionais estão a emprestar cada vez mais dinheiro aos portugueses, uma vez que o crédito concedido aumentou no oitavo mês do ano para os 135 mil milhões de euros, o valor mais elevado de sempre.
Consumidores mais sinceros do que as empresas nas dívidas a pagar

Consumidores e empresas da região de Lisboa lideram o incumprimento de pagamentos. Mas, enquanto os devedores individuais são mais "sinceros" - as suas dívidas resultam, sobretudo, de desconhecimento ou desacordo sobre o valor a liquidar, as empresas são mais "selectivas" e definem prioridades para o cumprimento das obrigações. Segundo o estudo "7 Famílias Perfil de Clientes Incumpridores", realizado pela empresa de serviços de gestão de cobranças Intrum Justitia, do total de consumidores com incumprimentos em Portugal, a grande fatia (46%) reside na região de Lisboa. No outro extremo, com 13% de incumpridores, aparece a região Centro.
Portugueses: muitos não pagam dívidas porque não querem

Taxa de incumprimento em Lisboa é quase o dobro do resto do país. A maioria dos portugueses, quando deixa de pagar as dívidas, fá-lo porque não tem condições para continuar a pagar. Mas há também muitos consumidores que não pagam porque não querem. Esta é a conclusão de um estudo da Intrum Justitia, que analisou 600 mil casos de devedores no nosso país.
Dívidas dos clientes às maiores construtoras aumentam em 2009

s quatro maiores construtoras nacionais continuam a sofrer com a crise, e a prova está nos relatórios e contas. As empresas assistiram, até ao final de Setembro deste ano, a um aumento das dívidas dos seus clientes, tendo, também elas, agravado os valores que estão por pagar aos seus fornecedores. No final do terceiro trimestre, de acordo com os resultados que apresentaram, as dívidas de clientes da Mota-Engil ultrapassavam os 883 milhões de euros, mais 65% do que há um ano. A este montante há ainda a somar outros 242 milhões em dívidas de outros devedores.
Apoiar empresas custa 94 milhões

O primeiro-ministro anunciou ontem que vai gastar 94 milhões de euros no apoio às empresas ao longo do próximo ano. E, contrariando os apelos patronais, vai propor aos parceiros sociais o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) para os 475 euros em 2010. "É nos tempos de dificuldade que mais devemos promover medidas que reduzam as desigualdades", afirmou José Sócrates no primeiro debate quinzenal da nova legislatura. Para os cerca de 341 mil trabalhadores que recebem o SMN são mais 25 euros por mês que os patrões terão de assegurar, o que representa um encargo de cerca de 8,5 milhões.
Quase 23 mil portugueses estão em dívida com fisco

O Fisco actualizou esta sexta-feira a sua lista de devedores. O resultado é: mais 800 devedores em Outubro para um total de 22.590 contribuintes. Até ao mês em questão, 2009 já significou um crescimento de quase 7 mil devedores. Mais de 100 contribuintes singulares devem mais de 1 milhão de euros cada um e entre as empresas - que representam menos de metade do número total - há 10 que devem mais de 10 milhões.
17 mil famílias com 2 mil milhões de malparado na habitação

Com o desemprego a subir, são cada vez mais os portugueses que deixam de pagar a prestação da casa ao banco. O malparado na habitação chegou aos 1,9 mil milhões de euros em Outubro e o total de cobrança duvidosa nas famílias soma 3,7 mil milhões. Nas empresas, o cenário é ainda mais gravoso, com o incumprimento a chegar aos cinco mil milhões de euros.
Calçado: 170 encerramentos em 8 anos

O número de empresas de calçado a fechar em Portugal não pára de aumentar. Em oito anos, cerca de 170 fecharam portas. A Investvar estava à beira da falência, mas o Governo encontrou a solução que garante o seu futuro. Segundo dados da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, no ano passado existiam 1381 empresas do ramo, menos 169 do que em 2001, altura marcada pelo encerramento da multinacional C&J Clarks. Os dados facultados ao JN pela associação mostram que, desde aí, o número de empresas a fechar em Portugal não pára de aumentar.
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